domingo, 18 de dezembro de 2011

Regras de segurança elementares

- Ao pôr ou tirar um cavalo de uma boxe, deve abrir-se completamente a porta e passar por ela à frente do cavalo, para evitar ser-se entalado ou encurralado a um canto. 

- Há que ter cuidado com disputas e reações dos cavalos uns com os outros, porque mesmo um animal dócil pode ser muito agressivo com os outros, sobretudo durante a distribuição da ração.
 

- Nunca efetuar correrias ou algazarras na proximidade dos cavalos (cavalariças, picadeiros ou campos de treino) pois são animais que necessitam de ambiente tranquilo para não se enervarem e poderem ser facilmente tratados ou trabalharem bem.
 

- Nunca entrar num picadeiro sem antes parar e pedir autorização para entrar, não só como norma de cortesia tradicional como por razões de segurança dos cavaleiros que nele evoluem e do próprio que pode ser atropelado, por não ter visto no exato momento da entrada.
 

- A circulação dentro de um picadeiro (ou de um campo de treino), em Portugal, tal como nas estradas e caminhos, faz-se pela direita, pelo que a pista da parede ou exterior pertence a quem trabalha para a mão esquerda e a interior a quem faz para a direita, observando-se ainda as seguintes regras:
(Organização do picadeiros - Prioridades)

  •  Quem trabalha em círculo deve dar prioridade a quem se aproxima na pista, independentemente do lado se desloca;
  • Quem trabalha ou descansa a passo, não tem direito a ocupar a pista.; (um dos nomes que se dá à pista exterior, ou seja, o corredor onde fica mais próximo do limite do picadeiro chama-se teia.)
  • Em Portugal, o cavaleiro que circula para a mão direita, cede a pista ao que se apresenta pela frente e que vai cruzar-se com ele, circulando para a mão esquerda as ultrapassagens, de resto a evitar o mais possível, fazem-se sempre dentro e não entre o ultrapassado e a parede;
  • Quando evoluem duas escolas ou vários cavaleiros em trabalho individual convém que os trabalhos em círculos sejam repartidos pelos dois topos do picadeiro, num deles para a mão esquerda e no outro para a mão direita;
  • Deve haver a preocupação permanente de deixar a pista livre para quem trabalha, nunca parando nela ou, qualquer forma, cortando a circulação sem a prévia anuência dos demais cavaleiros, por exemplo, para colocar um obstáculo, ajustar a cilha ou os estribos, atender o telemóvel, etc.
  • Uma escola nunca deve formar-se em ''fila'' uns atrás dos outros, para evitar querelas e coices entre os cavalos, nem ao longo da parece, sobre a pista, impedindo a circulação, mas sempre lado a lado e sobre a linha do meio do picadeiro.

 (Organização do picadeiro - Filas)

  • Depois de montar, há que manter a imobilidade até ser recebida a ordem de avançar. Uma vez em movimento é importante não deixar alcançar o cavalo da frente, para evitar as consequências, muitas vezes graves, de coices de reação. No exterior, o intervalo recomendado é de cerca de um comprimento de cavalo.
  • Nenhum aluno pode montar sem proteção de cabeça (toque ou capacete) e as pernas bem protegidas com botas ou polainas, além de não dever usar calçado sem tacões porque o pé pode enfiar-se perigosamente no estribo.

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