segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Maneio: Limpeza completa

Uma limpeza completa destina-se a tornar o cavalo apresentável, sendo a ocasião de lhe passar uma revista cuidadosa. Acaba por transformar-se numa massagem agradável que, sendo feita pelo próprio cavaleiro, muito ajuda a criar uma boa relação entre ambos. Da limpeza diária muito depende a saúde e bem-estar do cavalo, além de revelar bem se o seu cavaleiro, ou seu proprietário, é ou não um ''homem de cavalos''.
A sequência da limpeza deverá ser a seguinte:
  • Limpar os cascos:
De preferência na boxe, para não sujar as áreas circundantes, os cascos são limpos antes de depois do trabalho, com um ferro de cascos com a finalidade de:
  1. Limpar a fundo as lacunas laterais (em V) e a mediana (menos profunda) da ranilha e toda a palma no interior da ferradura;
  2. Tirar qualquer pedra ou objeto duro que possa ter ficado entalado ou mesmo espetado sob o casco;
  3. Verificar o estado da ferração. A ferradura deve estar completamente fixa e seus rebites devem estar no lugar;
  4. Detetar qualquer ferimento. Se sim, deve limpar muito bem e aplicar água oxigenada.
  • Limpar a pelagem:

Começa-se por passar a almofaça do lado esquerdo, no pescoço e nas restantes áreas do corpo do cavalo. A almofaça, em movimentos semi-circulares pressionando mais nas regiões carnudas e planas e aliviando onde a pele não está tão almofadada pelos músculos ou pela gordura, nunca deve chegar à cabeça nem passar abaixo dos joelhos e curvilhões.

Segue-se a cardoa em passagens amplas escovando as sujidades que a almofaça levantou e não levou consigo.

Finalmente a brussa deve devolver o brilho natural à pelagem e retirar o pó e a caspa ainda restante entre pêlos. Para o conseguir devemos, em cada braçada, fazer uma passagem em e terminar passando, em cada passagem, a brussa contra a almofaça para que não fique empastada pela acumulação de pó e de caspa. Também a almofaça tem que ser batida, de vez em quando para fazer cair poeiras.

  • Limpar as crinas
Na crineira, começa-se por desembaraçar as crinas, mecha a mecha, com uma cardoa de pêlos macios ou com uma almofaça finlandesa (com pêlos rígidos, curtos e afastados em vez de dentes ou rebordos) ou ainda, com uma escova para cabelos femininos com pêlos compridos mas elásticos e muito afastados. Os pentes podem pentear mas não desembaraçar, porque partem e arrancam demasiados pêlos. Termina-se desembaraçando e escovando o topete.

A cauda levanta-se com a mão para começar a desembaraçar pelas pontas, com a cardoa soltando mecha a mecha. Sem esquecer que é sob os pêlos mais curtos, mas mais fortes, do coto da cauda que o cavalo ganha caspa em crostas que muito o incomodam, chegando a ferir-se quando se roça nsa paredes ou na porta da boxe, para aliviar a comichão. Se estiver muito suja ou encardida, a cauda deve ser lavada dentro de um balde com água e champô.


  •  Fazer o acabamento
Para que o cavalo fique impecável há que lavar com água numa esponja os cantos dos olhos, narinas, a boca, o ânus e a vulva (levantando cuidadosamente o coto da cauda), e, ainda o forro.

Finalmente com um mandil (pano de malha) ou um pano turco pode enxurgar-se estas partes molhadas e passar, com ele já húmido, toda a pelagem, assim limpando os últimos vestígios de pó, ficando o cavalo a brilhar.





Kit de limpeza: composto por escova para lavar, escova para a face, escova para o corpo, limpador de ranilha e pente para crina.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Problemas de saúde equina (Cólicas)

  • Cólicas
Esta palavra deixa logo aflitos alguns proprietários de cavalos, e com razão. De facto, uma cólica pode, no mais curto espaço de tempo, ''desvanecer-se no ar'', na mais verdadeira acepção da expressão, mas também pode suceder o contrário: pode ser letal para o cavalo. Entende-se por cólica qualquer dor na região abdominal. Portanto, as causas podem ser as mais diversas, incluindo alimentos deteriorados, sobrenutrição, hipotermia, infeções, infestação de vermes ou obstruções.

O cavalo possui um aparelho digestivo anatomicamente complexo que possibilita o diagnóstico incorreto da causa da cólica. Mas acontece que o risco de ter uma cólica é substancialmente menor se se tiver os devidos cuidados com o cavalo (possiblidade de se movimentar à vontade), alimentação adequada (consoante a raça e as circunstâncias) e fazendo desparasitações regulares (vermes).
De mais a mais, nas reservas cinegéticas os cavalos não contraem cólicas.

Quando sofre de cólica, o cavalo começa a ficar inquieto e a bater com as patas anteriores no chão, sacode a cauda e normalmente deita-se. Quando as dores são fortes, o olhar torna-se fixo a pulsação sobre, o animal rola de um lado para o outro e transpira abundantemente. Acontece também com frequência atirar-se inesperadamente ao chão e permanecer imóvel de costas. Se, adicionalmente, os membros e as orelhas estiverem frios e todo o corpo coberto de suor, o cavalo está em risco de vida.
Como não é possível reconhecer, perante os sintomas, a gravidade da cólica, ao menor indício é necessário chamar o médico veterinário. Uma vez contactado este, e até a sua chegada, o cavalo deve ser acalmado. Depois de controlado, é possível dar-lhe de beber, mas nunca comida sólida. Em relação ao rolamento de um lado para o outro, as opiniões divergem: há quem defenda ser uma forma de aliviar a dor, outros receia que possa provocar a deslocação do intestino.

De pequenino...

Para conseguir montar na sela até o cavaleiro mais dotado precisa de tempo. Os pressupostos mais importantes são a paciência e a perseverança. Não existe praticamente outro desporto em que se tenha de pensar em tantas coisas ao mesmo tempo como no desporto equestre. E até se conseguir assimilar todos os fundamentos e atingir a desejada harmonia entre o cavalo e o cavaleiro, é um processo moroso. Tendo isto em consideração, nunca é cedo demais para começar a montar a cavalo. E não há motivos para recear a deformação dos ossos das pernas ou da coluna vertebral das crianças mais novas. Os profissionais de medicina do desporto garantem não haver qualquer problema, contanto que as crianças mais pequenas não exagerem. Uma lição por dia para crianças de seis anos que praticam algum desporto não prejudica as pernas nem a coluna vertebral; a prática de desporto de competição, pelo contrário, deve-lhes ser absolutamente interdita.

De qualquer modo, as crianças pequenas deveriam começar a trabalhar com o cavalo à guia para aprenderem a manter o equilíbrio na montada, antes de aprenderem a usar as rédeas. No volteio, o instrutor segura o cavalo com uma guia e determina o ritmo do cavalo e o seu andamento (passo, trote ou galope). Em primeiro lugar, o cavaleiro só tem de ficar sentado no cavalo; mais tarde, terá de se concentrar na forma correta de se sentar.

Para proteger a cabeça, nunca  se deve montar a cavalo sem usar o toque, com proteção do queixo e correia de ajustar, e nas escolas de equitação é mesmo obrigatório.


Raças (Fjord)

À semelhança do Islandês, o Fjord (altura: até 142 cm) está longe de ser uma ''flor de estufa''. Este cavalo ama a liberdade e é resistente às intempéries. Dado que, no inverno, o seu pêlo se torna espesso, pode permanecer todo o ano nas pastagens.

Como todos os póneis, o seu crescimento é tardio e só com seis anos atinge a idade adulta, tornando-se um animal seguro para qualquer cavaleiro. De movimentos suaves e paciente, tolera os erros típicos dos principiantes. Para as crianças, este cavalo norueguês bondoso é de confiança, sendo igualmente recomendado por terapeutas no tratamento de pessoas deficientes e doentes por causa do seu caráter amigável. É com entusiasmo que os apreciadores de cavalos de lazer falam da sua tenacidade e do seu passo seguro, sendo ainda admirada a impulsão desta raça robusta.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Raças (Finlandês)


  • Finlandês


Na Finlândia, a capacidade de trabalho de um cavalo foi sempre mais importante do que o seu aspeto ou a sua genealogia.

O Finlandês (altura: cerca de 157 cm) é considerado o sangue-frio mais rápido do mundo. Criado, desde 1907, inicialmente como cavalo pesado de trabalho, há muito que a tendência tem sido cada vez mais sentido da versatilidade.

Atualmente, existem três tipos, com dimensões e portes distintos: o cavalo utilizado principalmente na silvicultura para o transporte de madeira; o cavalo atinge velocidades extraordinárias nas corridas de trote atrelado; e o cavalo de sela agradável e calmo, muito apreciado sobretudo pelos principiantes de equitação.

Estes cavalos robustos e tenazes são extremamente pacíficos, perseverantes e bondosos.

Problemas de saúde equina (Aparelho digestivo)


  • Aparelho digestivo

A primeira causa de distensão do estômago resulta da sobrenutrição, enquanto a segunda causa se deve ao refluxo do conteúdo intestinal para o estômago. Os sintomas são cólicas violentas e, por vezes, eructações, refluxos ou corrimento em pequenas quantidades das narinas. Pode acontecer que o cavalo fique sentado, imóvel, devido ao facto de não ser capaz de vomitar; na verdade, pequenas quantidades de líquido podem ser excretadas pelas narinas, mas isto é insuficiente para esvaziar o estômago. O veterinário tenta resolver o problema introduzindo uma sonda pelo nariz e pela goela para fazer uma lavagem ao estômago.

A diarreia é provocada por uma infeção ou por uma dieta incorreta (mudança repentina de pastos, pastos com erva pobre em fibra, ração deteriorada). Também as situações de stress, de fadiga e as doenças podem causar diarreia. A diarreia aguada requer intervenção imediata do veterinário. De resto, tem de se submeter o cavalo a 24 horas de jejum (sem beber nem comer). Só depois é que deve ser alimentado com cuidado, bastando dar-lhe um suplemento alimentar especial e feno em pequenas doses.

Quando o cavalo come depressa ou tenta engolir grandes bocados de alimento, a comida não recebe suficiente saliva, não fica suficientemente amolecida e o resultado pode ser a obstrução do esófago. Os sintomas são muito claros: o cavalo tem excreções, refluxos e tosse, corrimento nasal viscoso constituído por saliva e comida triturada. Podem surgir ainda sintomas semelhantes a cólicas como patear no chão, inquietação e episódios de sudação. O veterinário tem de intervir imediatamente. Nesse caso, enquanto se espera o veterinário, o responsável pelo animal deve fazer o cavalo caminhar e, caso houver muita necessidade, aplicar um analgésico, previamente indicado pelo veterinário.