terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Raças (Finlandês)


  • Finlandês


Na Finlândia, a capacidade de trabalho de um cavalo foi sempre mais importante do que o seu aspeto ou a sua genealogia.

O Finlandês (altura: cerca de 157 cm) é considerado o sangue-frio mais rápido do mundo. Criado, desde 1907, inicialmente como cavalo pesado de trabalho, há muito que a tendência tem sido cada vez mais sentido da versatilidade.

Atualmente, existem três tipos, com dimensões e portes distintos: o cavalo utilizado principalmente na silvicultura para o transporte de madeira; o cavalo atinge velocidades extraordinárias nas corridas de trote atrelado; e o cavalo de sela agradável e calmo, muito apreciado sobretudo pelos principiantes de equitação.

Estes cavalos robustos e tenazes são extremamente pacíficos, perseverantes e bondosos.

Problemas de saúde equina (Aparelho digestivo)


  • Aparelho digestivo

A primeira causa de distensão do estômago resulta da sobrenutrição, enquanto a segunda causa se deve ao refluxo do conteúdo intestinal para o estômago. Os sintomas são cólicas violentas e, por vezes, eructações, refluxos ou corrimento em pequenas quantidades das narinas. Pode acontecer que o cavalo fique sentado, imóvel, devido ao facto de não ser capaz de vomitar; na verdade, pequenas quantidades de líquido podem ser excretadas pelas narinas, mas isto é insuficiente para esvaziar o estômago. O veterinário tenta resolver o problema introduzindo uma sonda pelo nariz e pela goela para fazer uma lavagem ao estômago.

A diarreia é provocada por uma infeção ou por uma dieta incorreta (mudança repentina de pastos, pastos com erva pobre em fibra, ração deteriorada). Também as situações de stress, de fadiga e as doenças podem causar diarreia. A diarreia aguada requer intervenção imediata do veterinário. De resto, tem de se submeter o cavalo a 24 horas de jejum (sem beber nem comer). Só depois é que deve ser alimentado com cuidado, bastando dar-lhe um suplemento alimentar especial e feno em pequenas doses.

Quando o cavalo come depressa ou tenta engolir grandes bocados de alimento, a comida não recebe suficiente saliva, não fica suficientemente amolecida e o resultado pode ser a obstrução do esófago. Os sintomas são muito claros: o cavalo tem excreções, refluxos e tosse, corrimento nasal viscoso constituído por saliva e comida triturada. Podem surgir ainda sintomas semelhantes a cólicas como patear no chão, inquietação e episódios de sudação. O veterinário tem de intervir imediatamente. Nesse caso, enquanto se espera o veterinário, o responsável pelo animal deve fazer o cavalo caminhar e, caso houver muita necessidade, aplicar um analgésico, previamente indicado pelo veterinário.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cabeça

A impressão geral de um cavalo não é determinada unicamente pela cabeça. Mas as diversas raças cavalares que se desenvolveram ao longo do tempo distinguem-se claramente na forma e pelas características das cabeças.
O cavalo de trabalho possui uma cabeça maciça e fortemente musculada, a cabeça do cavalo do cavalo de desporto destaca-se pela fraca musculatura e pela pele mais fina, o que, na gíria dos especialistas, se designa por cabeça ''seca''.
As éguas e os garanhões distinguem-se igualmente pela forma das cabeças. A típica cabeça de garanhão é mais forte e mais atarracada do que a cabeça da égua, que é mais leve e de traços mais finos, conferindo-lhe uma expressão mais suave.
Segundo os entendidos, existem as seguintes formas de cabeças:
Cabeça semi-côncava



  • Na cabeça semi-côncava, a linha de perfil desde o cimo da cabeça até ao nariz é direita;
  • Na cabeça acarneirada, os ossos parietal e frontal são curvados e o osso nasal é direito;
  • Na cabeça convexa, os ossos parietal, frontal e nasal são curvados e os olhos e as narinas situam-se de lado. Existe igualmente a cabeça meio-convexa, em que os ossos parietal e frontal são direitos e o ossos nasal é curvado;
  • A cabeça comprida e grosseira com nariz côncavo; 
  • A cabeça cónica, com a testa larga e ganachas (maxilar inferior) estreitas; 
  • A cabeça comprida e estreita com arcadas dos olhos elevadas e olhais profundos;
  • Por fim, a cabeça quadrada, com a testa larga e direita e linha de perfil concâva.

Cabeça convexa
Cabeça cónica
Cabeça côncava

Constituindo um critério de beleza, a forma da cabeça está sujeita à ''moda'' em vigor. Por exemplo, no período Barroco a cabeça convexa era apreciada nas raças utilizadas em paradas equestres; pelo contrário, a cabeça quadrada, com a sua forma nobe, é típica dos Árabes; a cabeça cónica é típica do cavalo Quarter.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Raças (Pónei Fell)


  • Pónei Fell
Tal como o seu parente, o pónei de Dales, este cavalo (altura até 142 cm), originário da região de Cumbria, onde vive há mais de 200 anos, foi utilizado nos trabalhos de campo e para transporte de chumbo desde as montanhas até à costa. Mas pensa-se que a sua origem remonta ao pónei céltico.

Desde a instituição do livro genealógico em 1898 e da fundação da Fell Pony Society em 1900 que nunca mais foi introduzido sangue híbrido neste raça. Este cavalo de pequena estatura, robusto e tendinoso é bastante temperamental, apresenta movimentos extensos e possui um ótimo talento para o salto. É um pónei de sela e de atrelagem agradável e perseverante e é apreciado para fins terapêuticos.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pelagens, formas e marcas

Desprezados ainda há menos de 200 anos, os cavalos malhados (Pintos, Criolos, Appaloosas, etc) gozam hoje de grande popularidade entre os cavalos western. Se, por um lado, só os ruços estão destinados a puxar o coche dos noivos, por serem prenúncio de um futuro feliz, por outro lado, ainda no dealbar do século XX só os ominosos cavalos pretos eram usados para puxar os carros fúnebres.

Ruços ou pretos, sejam qual for a cor, todos os cavalos possuem o mesmo pigmento.

São as informações genéticas que determinam o grau de pigmento no pêlo e na pele: os cavalos albinos não têm pigmento; os baios possuem pouco pigmento; os alazões possuem mais pigmento; e os pretos possuem muito pigmento. A escala cromática dos equinos com pelagem simples compreende o preto, o castanho, o baio, o alazão, o isabel e o branco.

Mas na Natureza existem, de facto, ''ruços brancos'': os albinos com olhos vermelhos. Nascem com a pelagem amarelada que, depois da primeira muda de pêlo, passa a branca.

Importante: Para quem faz fé às antigas tradições, os cavalos brancos possuem um temperamento sanguíneo, os alazões, um temperamento colérico, os pretos, um temperamento melancólico, e os ruços, um temperamento fleumático. Ou, tal como reza um antigo provérbio inglês, ''cor deslavada, constituição debilitada''. Piores ainda eram os preconceitos que, sob a forma de provérbios e de sentenças de sabedoria popular, contemplavam os cavalos malhados: ''Temei o malhado, pois é irmão da vaca'' ou ''Só os loucos e peraltas é que montam malhados''.

Pelagens base

Os cavalos ruços nascem com pelagem alazã, castanha ou preta, e vão perdendo gradualmente a cor de cada vez que ocorre a muda. Porque a cor base da pelagem permanece mais tempo nos locais irrigados por vasos sanguíneos, em cada pêlo formam-se camadas concêntricas de pigmentos, embora a tonalidade base da pelagem já é branca. Nesta fase da muda, a coloração da pelagem é designada por ''ruço-rodado''. Nos ruços genuínos, a pele, os olhos e os cascos permanecem escuros toda a vida.


Os cavalos isabel possuem pêlo amarelado com diversas tonalidades que vão desde o branco-amarelado até ao amarelo-escuro; o pêlo de inverno (mais comprido do que o pêlo normal e que protege as partes sensíveis da cabeça, da cauda e as pernas) é, a maior parte das vezes, mais claro. A pele é normalmente cárnea e os cascos variam entre tons claros e escuros.


Os alazões possuem pêlo avermelhado, entre os tons vermelho-alaranjado e o castanho pezenho. Típico é o pêlo de inverno que, nestes cavalos, não apresenta qualquer tonalidade preta, sendo a pele e os cascos sempre escuros.



Os baios apresentam uma cor base que vai do amarelo ao cinzento (de isabel a pardo-rato) e pêlo de inverno preto. A pele e os cascos são sempre escuros. Muitas vezes, estes cavalos possuem uma lista de mulo que vai da crina até à cauda.


Os cavalos castanhos possuem um pêlo castanho-avermelhado, mais amarelado ou mais escuro. A pele e os cascos são escuros.


Os cavalos pretos dividem-se em preto azeviche, com pêlo absolutamente preto e brilho metálico; em morzelo, sem brilho; e em preto pezenho, em que só no verão são genuinamente pretos, e, no inverno, as pontas ficam castanho-avermelhadas.


Pelagens matizadas

Aos cavalos com pelagem matizada pertencem os ruços genuínos, os de malha cinzenta e os malhados.
A malha cinzenta, uma coloração intermédia entre o uniforme e o malhado, está presente em todas as pelagens base.
Nos cavalos com malha cinzenta, os flancos têm pêlo branco (sem pigmento).

É o caso do cavalo alazão com malha cinzenta. O pêlo malhado é uma mistura de pêlo pigmentado e pêlo despigmentado, distribuídos heterogeneamente pelo corpo.

Nos de malha cinzenta pode haver predominância de manchas pigmentadas em relação às não pigmentadas, ou vice versa.

Estes cavalos são também classificados, consoante a sua pelagem base, malhados alazões, malhados baios, malhados castanhos ou malhados pretos.
Marcas

Marcas brancas localizadas na cabeça, nas pernas e noutras partes do corpo (por exemplo, na barriga) são chamadas ''marcas''. São congénitas e duram a vida toda. Uma vez que ajudam a identificar os cavalos, incluindo os ruços cuja a pelagem se tornou mais clara, estas marcas constam do documento de identificação oficial do cavalo.

Podem ser de um branco absoluto, de malha cinzenta, matizadas ou com manchas. Tendo em atenção a localização, o tamanho e a forma, subdividem-se em alguns pêlos (pêlos isolados na testa), sombra de estrela (uma pequena marca branca na testa, estrela (maior do que a sombra de estrela, é uma mancha branca com formato e tamanho

irregulares na testa), cordão fino (risco branco ou matizado localizado ao longo do nariz), cordão (marca que começa na testa e vai até ao nariz, às narinas ou ao lábio superior, de largura variada), beta (marca localizada entre as narinas ou sobre o lábio superior, com forma e tamanho variados), marca no lábio superior ou inferior (marca que começa na borda do lábio superior ou inferior), beta marmoreada (coloração rosada ou manchada no focinho) e grande beta (coloração branca no focinho e que vai até às narinas ou até ao mento). As marcas nos membros são por exemplo, e de acordo com a sua localização, tamanho, cor e forma, traço de calça nos talões, princípio de calça e calçado cobrindo a quartela.

Importante: Como cada cavalo herda as marcas coloridas de ambos os progenitores, e nem todas as características genéticas se impõem com a mesma força na geração seguinte, os acasalamentos podem facilmente trazer surpresas. Por exemplo, quando se acasala dois baios, os poldros podem tornar-se baios, isabéis, alazões ou mesmo morzelos.


    Problemas de saúde equina (Posição de ''derrubado'' e outros acidentes)

    • Posição de ''derrubado'' e outros acidentes
    Quando o cavalo se deixa cair no chão e permanece nessa posição, pode ter várias razões: alguns cavalos fazem-no quando se revoltam, outros porque estão gravemente doentes e não conseguem levantar-se.
    Os cavalos reagem de diversas maneiras. Alguns permanecem deitados até chegar a ajuda, outros entram em pânico, sendo necessária a intervenção de várias pessoas para controlar o animal. Além disso, são precisas cordas, estacas, mantas e fardos de palha. Quando o cavalo entra em pânico, é necessário tentar acalmá-lo da seguinte forma: alguém se aproxima do cavalo, ajoelha-se e baixa a cabeça; uma outra pessoa pode sentar-se na garupa; pode-se ainda tapar o olho do lado da cara descoberto com a mão; um dos ajudantes segura a cabeça, outro agarra na cauda e outro, ou melhor, outros dois apoiam o tronco, e um último segura os membros anteriores. É necessário que o cavalo se mexa de um lado para o outro até conseguir colocar os membros anteriores para a frente. É normalmente nesta altura que o cavalo consegue levantar-se sozinho.

    Os cavalos podem também ficar atolados no fundo da lama ou escorregar por regadios,...
    É possível que o cavalo nessa situação entre logo em pânico e, mais uma vez, a primeira coisa a fazer é acalmar o animal. O veterinário deve estar presente e os ajudantes têm de tentar libertar o cavalo. Para isso é necessário usar cordas e, na maioria dos casos, um meio de tração apropriado. Se for possível, colocam-se as cordas à volta do peito e da barriga do cavalo e atam-se firmemente ao veículo de tração. Puxa-se, então, o cavalo com cuidado até este pisar solo firme.